O lugar mais nobre onde ele pregou foi em uma sinagoga de quinta, em uma cidade pequena, no fim do mundo.
Seu auditório preferido tinha o teto formado por estrelas e era refrigerado pelo vento.
Seu público sentava no chão e seu púlpito era um barquinho que se afastava da praia para ele ser visto por todos.
Ele não fez faculdade, mestrado e doutorado em lugar nenhum.
Nunca preparou um esboço ou escreveu o que iria dizer ao povo.
Muito menos, usou um notebook ou apresentação em power point para pregar.
Isolava-se, buscava os lugares insalubres e dava preferência aos excluídos.
Dirigia-se ao lugar das palestras a pé. Na verdade, nunca teve carro.
Nunca usou terno e muito menos gravata. Usava sandálias. Suas ilustrações eram toscas histórias campesinas ou referiam-se à pesca.
Seus ensinos perduram há mais de dois mil anos.
O que foi que o pastor falou mesmo, domingo
pescado no aquario: http://luizhmello.wordpress.com
